terça-feira, 1 de setembro de 2015

Relação de brasileiros assassinados por TERRORISTAS DE ESQUERDA, apenas nos meses de SETEMBRO

Setembros 

Reverenciamos a todos os que, em setembros passados, tombaram pela fúria política de terroristas. Os seus assassinos, sob a mentira de combater uma ditadura militar, na verdade queriam implantar uma ditadura comunista em nosso País. Para isso, atentaram contra o Brasil, desprezando os direitos humanos verdadeiros e os princípios realmente democráticos. 

Curiosamente, talvez por conter a Semana da Pátria, os meses de setembro destacavam-se como os mais trágicos de todos os meses manchados pela insânia comunista. 

Como hoje, para eles, a comemoração da efeméride da Independência significava “coisa de militares”, o que açulava o ódio e a gana dos assassinos vermelhos e estimulava o desencadeamento de ações fratricidas. 

A esses heróis, abaixo relacionados, o reconhecimento da Democracia e a garantia da nossa permanente vigilância, para que o sacrifício de suas vidas não tenha sido em vão: 

28/09/66 – Raimundo de Carvalho Andrade - (Cabo PM – GO)
Em meados de 1966, eram numerosas as agitações estudantis em várias cidades do Brasil, com numerosos incêndios suspeitos em São Paulo e conflitos no Rio de Janeiro e na Bahia. Apesar da proibição, foi realizado, em Belo Horizonte, o 28º Congresso da UNE, entidade que estabeleceu a data de 22 de setembro para ser o “Dia Nacional de Luta Contra a Ditadura”. 

Tarzan de Castro (Luis, Osvaldo, Rogério, Sérgio), além de líder estudantil em Goiânia, era um militante que, em junho de 1966, havia liderado uma dissidência do Partido Comunista do Brasil (PC do B), que iria formar uma das mais violentas organizações terroristas daquela época, a Ala Vermelha. Preso na Fortaleza de Santa Cruz, em Niterói, chegaram as falsas notícias de que ele havia morrido na prisão e de que seu corpo chegaria no aeroporto de Goiânia à meia noite de 28/09/66, uma quarta feira. 

Em protesto, estudantes, dirigidos por agitadores comunistas, resolveram invadir e ocupar o Colégio Estadual Campinas. A diretora solicitou policiamento. A POLÍCIA MILITAR , então, reuniu os PMs que não faziam parte do policiamento de rua, tais como cozinheiros burocratas, carpinteiros, etc... Por volta das 20:00 horas, quando a “tropa”, armada com fuzis modelo 1908, com tiros de festim, chegou ao colégio – que estava invadido – foi recebida por tiros vindos do seu interior, ocasião em que foi atingido, mortalmente, o cabo Raimundo de Carvalho Andrade que era o alfaiate da corporação. 

A “vítima” viva, Tarzan de Castro, até recentemente destacado empresário do ramo de armazém de estocagens de grãos, com um dos maiores armazéns de Goiás, reivindica atualmente, como “vítima” da Revolução de 31 de março, as seguintes indenizações: 

- Do governo de Pernambuco, pelo seu envolvimento no inquérito do chamado Movimento Julião; 

- Do Governo do Distrito Federal, por haver respondido a inquéritos promovidos pelo Comando Militar do Planalto; 

- Do Governo de Minas Gerais, por ser a sede da Região Judiciária Militar, para onde seguiram seus processos; 

- Do Governo do Estado de Goiás, através da lei estadual nº 14067/010, ao lado de inúmeras outras pessoas catalogadas como “vítimas” da Revolução de 1964, generosa indenização. 

A vítima morta, cabo Raimundo de Carvalho Andrade, que era o alfaiate da Polícia Militar de Goiás, homem simples - não especialista em assuntos de segurança e designado pelos seus superiores para completar uma equipe, visando a coibir os tumultos gerados pelo episódio inverídico ligado a Tarzan de Castro - está esquecida. Não se tem notícia de que seus humildes familiares tenham recebido qualquer indenização ou apoio especial dos governos estadual ou federal (colaboração do co-irmão, Grupo Anhangüera). 

07/09/68 – Eduardo Custódio de Souza - (Soldado PM – SP)
Morto, com sete tiros, por terroristas da ALN qando de sentinela no DEOPS, em São Paulo. 

20/09/68 – Antônio Carlos Jeffery (Soldado PM – SP) 

Morto a tiros quando de sentinela no quartel da então Força Pública de São Paulo (atual PM) no Barro Branco. 

Organização terrorista que praticou o assassinato: Vanguarda Popular Revolucionária. 

Assassinos: 

- Pedro Lobo de Oliveira; 

- Onofre Pinto; 

- Diógenes José Carvalho de Oliveira, atualmente conhecido como o Diógenes do PT, ex-auxiliar de Olívio Dutra no Governo do RS. 

03/09/69 – José Getúlio Borba (Comerciário - SP) 

João Guilherme de Brito (Soldado PM – SP) 

Os terroristas da Ação Libertadora Nacional (ALN) Antenor Meyer, José Wilson Lessa Sabag, Francisco José de Oliveira e Maria Augusta Tomaz, resolveram comprar um gravador na loja Lutz Ferrando, na esquina da Avenida Ipiranga com a Rua São Luis. O pagamento seria feito com um cheque roubado num assalto. Descobertos, receberam voz de prisão e reagiram. Na troca de tiros o guarda civil João Szelacsak Neto ficou ferido com um tiro na coxa e o funcionário da loja, José Getúlio Borba, foi mortalmente ferido. Perseguidos pela polícia o terrorista José Wilson Lessa Sabag matou a tiros o soldado da Força Pública (atual PM) João Guilherme de Brito. Na troca de tiros José Wilson Lessa Sabag foi morto. 

20/09/69 – Samuel Pires (Cobrador de ônibus – SP)
Morto por terroristas quando assaltavam uma empresa de ônibus. 

22/09/69 – Kurt Kriegel (Comerciante - RS)
Morto por terroristas, com três tiros durante assalto ao restaurante de sua propriedade. 

Organização VPR 

30/09/69 – Cláudio Ernesto Canton (Agente da Polícia Federal - SP)
Após ter efetuado a prisão de um terrorista da ALN foi atingido na coluna vertebral, vindo a falecer em conseqüência desse ferimento. 

14/09/70 – Bertolino Ferreira da Silva (Guarda de segurança - SP)
Morto durante assalto praticado pelas organizações terroristas ALN e MRT ao carro pagador da empresa Brinks, no Bairro do Paraíso em são Paulo. 

21/09/70 – Célio Tonelly (Soldado PM - SP)
Morto em Santo André, quando de serviço em uma rádio patrulha tentou deter terroristas que ocupavam um automóvel. 

22/09/70 – Autair Macedo (Guarda de segurança - RJ)
Morto por terroristas, durante assalto a empresa de ônibus Amigos Unidos. 

02/09/71 – Gentil Procópio de Melo (Motorista de praça - PE)
A organização terrorista denominada Partido Comunista Revolucionário determinou que um carro fosse roubado para realizar um assalto. Cumprindo a ordem recebida, o terrorista José Mariano de Barros tomou um táxi em Madalena, Recife. 

Ao chegar ao Hospital das Clínicas, quando fingia que ia pagar a corrida apareceram seus comparsas Manoel Lisboa de Moura e José Emilson Ribeiro da Silva, que se aproximaram do veículo, tendo José Emilson disparado dois tiros que mataram o motorista Gentil Procópio de Melo. 


Cardênio Jayme Dolce, assassinado durante o assalto

02/09/71 – Cardênio Jaime Dolce

- Silvâno Amâncio dos Santos 

- Demerval Ferreira dos Santos (Guardas de segurança - RJ) 

Assalto à Casa de Saúde Dr Eiras

Animados com o resultado do assalto ao Hospital da Ordem Terceira, A CR/GB (Coordenação Regional/Guanabara da ALN – Ação Libertadora Nacional ) planejou o assalto à Casa de Saúde Dr Eiras, em Botafogo. Levantaram o dia do pagamento dos funcionários , 2 de setembro de 1971, e partiram para a ação. Faziam parte do GTA (Grupo Tático Armado): Flávio Augusto Neves Leão Sales , Hélcio Pereira Fortes, Antonio Carlos Nogueira Cabral, Sônia Hipólito, Aurora Nascimento Furtado, Isis Dias de Oliveira , Paulo César Botelho Massa, além de José Milton Barbosa, Antônio Sergio de Matos e Hélber José Gomes Goulart, vindos de São Paulo como reforço.

O GTA entrou em ação com a chegada do carro pagador na casa de saúde.

A guarda de segurança do hospital reagiu ao assalto. Depois de intenso tiroteio, Cardênio Jaime Dolce, Silvano Amâncio dos Santos e Demerval Ferreira dos Santos estavam mortos. Ficaram feridos o médico Dr. Marilton Luiz dos Santos Morais e o enfermeiro Almir Rodrigues de Moraes.

Os assaltantes, além de oitenta mil cruzeiros, levaram as armas dos seguranças mortos.

O jornal Ação nº 2- porta voz das organizações terroristas-, de setembro/outubro/71, fazendo apologia da chacina da Casa de Saúde Dr Eiras, assim justificou os assassinatos:

“A imprensa da ditadura procurou explorar politicamente a morte dos guardas, apresentando-os como vítimas inocentes. No entanto, é preciso ficar bem claro que, consciente ou inconscientemente, naquele momento agiram como defensores dos exploradores e de seu governo, atacando guerrilheiros. Por isso não foram poupados e nem serão aqueles que tomarem a mesma atitude.” 

23/09/72 – Mário Abraim da Silva (Segundo Sargento do Exército - PA)
Pertencia ao 2º Batalhão de Infantaria de Selva, com sede em Belém. Sua Companhia foi deslocada para combater a guerrilha na região do Araguaia. Morto em combate, durante um ataque guerrilheiro no lugarejo de Pavão, base do 2º Batalhão de Selva. 

??/09/72 – Osmar (Posseiro - PA)
"Justiçado" na região do Araguaia pelos guerrilheiros por ter permitido que uma tropa de para-quedistas acampasse em suas terras. 

27/09/72 – Sílvio Nunes Alves (Bancário - RJ)
Assassinado em assalto ao Banco Novo Mundo, na Penha, pelas organizações terroristas PCBR – ALN – VPR – Var Palmares e MR8. Autor do assassinado: José Selton Ribeiro. 

Os mortos aqui relacionados não dão nomes a logradouros públicos, nem seus parentes receberam indenizações, mas os responsáveis diretos ou indiretos por suas mortes dão nome a escolas, ruas, estradas e suas famílias receberam vultosas indenizações, pagas com o dinheiro do contribuinte. 



TERNUMA REGIONAL BRASÍLIA ( ternumabrasilia@terra.com.br

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segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Você quer ser violentado com baioneta por discordar do PT? Então lute pela liberdade.



O blog Implicante lembrou hoje do lançamento de um ótimo livro venezuelano, intitulado “Testimonios de La Repression” (Testemunhos da Repressão), escrito pelo jornalista Carlos Javier Arencibia e lançado este mês. O livro mostra que em 2014 o governo chavista prendeu 3.765 pessoas, de acordo com dados da ONG Foro Penal, em meio a gravíssimas denúncias de violações dos direitos humanos. O jornalista entrevistou 16 jovens que foram detidos durante a onda de protestos contra Maduro, dos quais dois continuam presos. Todos eles afirmaram ter sido vítimas da violência descontrolada de agentes da Polícia Nacional Bolivariana (PNB), Guarda Nacional Bolivariana (GNB) e do Serviço Bolivariano de Inteligência (Sebin).



Um dos relatos mais aterradores é o de Juan Manuel Carrasco, de 21 anos, um estudante da cidade de Valencia, no estado Carabobo. Como muitos outros jovens, Juan Manuel decidiu sair às ruas para “resistir” aos ataques do governo Maduro contra seus opositores. O estudante confessou ter sido estuprado com um fuzil.

– Você ainda vê nos olhos de Juan Manuel a dor, como se ele fosse estuprado todos os dias – disse Arencibia. – O livro é uma homenagem aos 49 mortos do ano passado e a todos os jovens que tiveram a valentia de defender a necessidade de uma mudança democrática […]

Para Arencibia, que no ano passado participou das chamadas “praças da resistência” (grupos de jovens que acampavam em praças como forma de protesto), a repressão não terminou. O jornalista assegurou que presos políticos como o líder do partido Vontade Popular, Leopoldo López, e o prefeito cassado de San Cristóbal, Daniel Ceballos, “são torturados permanentemente”.

– Leopoldo e Ceballos são surrados, maltratados física e psicologicamente. Alguns dos jovens que ainda estão presos passam semanas sem ver a luz do sol. Estão em porões, doentes e também são torturados – conta o autor do livro.

Um dos que continua preso é Raúl Emilio Baduel, filho do general reformado Raúl Isaias Baduel, um ex-aliado de Chávez, que rompeu com o governo em 2007 e em 2009 foi preso, acusado de corrupção quando era ministro da Defesa. Raúl Emilio foi detido na cidade de Maracay, junto com Alexander Tirado, que também continua atrás das grades.

– Eles estavam participando de uma manifestação pacífica. A resolução judicial diz que foram presos porque tinham em suas mãos objetivos de interesse criminalístico, neste caso, um megafone – contou Arencibia, que teve contato com ambos estudantes, numa das sedes do Sebin.

Segundo o jornalista, ambos sofreram uma das piores violações dos direitos humanos. Os policiais cobriram seus rostos e atiraram inseticida.

– São torturas do nível das praticadas pelas ditaduras das décadas de 70 e 80. No caso de Raúl Emilio, está claro que é uma prisão política, uma vingança por ser filho de Baduel – assegurou o autor do livro.

Outro dos casos que comoveu Arencibia foi o de Marvinia Jiménez, que passou somente três dias na prisão, mas, segundo o autor, “foi surrada com extrema violência”. Marvinia sofre uma doença em seus ossos e, mesmo sabendo isso, agentes da PNB e da GNB chegaram a bater nela com um capacete, revelou o livro.

– Marvinia mentiu e disse que estava grávida, na tentativa de escapar da violência, mas os agentes, até mesmo mulheres, a maltrataram ainda mais e chegaram a dizer que graças a Deus ela perderia o bebê – disse Arencibia.

Semana passada, o presidente da Assembleia Nacional, Diosdado Cabello, referiu-se ao livro em seu programa semana de TV como uma ficção da oposição, “uma espécie de conto de terror”.

Mas a tal comitiva picareta, com senadores bolivarianos como Lindbergh Farias, Roberto Requião e Vanessa Grazziotin, garante que “não há violações à democracia” na Venezuela. Sim, pois na ótica bolivariana, qualquer opressão que fizerem sempre será “democrática”. O endosso ao barbarismo venezuelano sempre será pleno por parte dos petistas e suas linhas auxiliares, pois é exatamente isso que eles ambicionam para todos nós.

Lutar contra o PT e suas linhas auxiliares é lutar para não termos o mesmo destino do sofrido povo venezuelano.

sábado, 1 de agosto de 2015

Relação de brasileiros assassinados por TERRORISTAS DE ESQUERDA, apenas nos meses de AGÔSTO

VÍTIMAS DO TERRORISMO 

Reverenciamos a todos os que, em agostos passados, tombaram pela fúria política de terroristas. Os seus assassinos, sob a mentira de combater uma ditadura militar, na verdade queriam implantar uma ditadura comunista em nosso país. Para isso, atentaram contra o Brasil, desprezando os direitos humanos verdadeiros e os princípios realmente democráticos. 

A esses heróis o reconhecimento da Democracia e a garantia da nossa permanente vigilância, para que o sacrifício de suas vidas não tenha sido em vão:

20/08/69 – José Santa Maria (Gerente de Banco – RJ)

Morto por terroristas que assaltaram o Banco de Crédito Real de Minas Gerais, do qual era gerente. 

25/08/69 – Sulamita Campos Leite (Dona de casa – PA)

Parente do terrorista Flávio Augusto Neves Leão Salles.

Morta na residência dos Salles, em Belém, ao detonar, por inadvertência, uma carga de explosivos escondida pelo terrorista. 

31/08/69 – Mauro Celso Rodrigues (Soldado PM - MA)

Morto quando procurava impedir a luta entre proprietários e posseiros, incitada por movimentos subversivos. 

12/08/70 – Benedito Gomes (Capitão do Exército – SP)

Morto por terroristas, no interior do seu carro, na Estrada Velha de Campinas. 

19/08/70 – Vagner Lúcio Vitorino da Silva (Guarda de segurança – RJ)

Morto durante assalto do Grupo Tático Armado da organização terrorista MR8, ao Banco Nacional de Minas Gerais, no bairro de Ramos.

Sônia Maria Ferreira Lima foi quem fez os disparos que o mataram. Participaram, também, dessa ação os terroristas Reinaldo Guarany Simões, Viriato Xavier de Melo Filho e Benjamim de Oliveira Torres Neto, os dois últimos recém chegados do curso em Cuba.

29/08/70 – José Armando Rodrigues (Comerciante - CE)

Proprietário da firma Ibiapaba Comércio Ltda. Após ter sido assaltado em sua loja, foi seqüestrado, barbaramente torturado e morto a tiros por terroristas da ALN. Após seu assassinato seu carro foi lançado num precipício na serra de Ibiapaba, em São Benedito, CE. 

Autores: Ex-seminaristas Antônio Espiridião Neto e Waldemar Rodrigues Menezes, ( autor dos disparos), José Sales de Oliveira, Carlos Timoschenko Soares de Sales, Francisco William de Montenegro Medeiros, Gilberto Telmo Sidney Marques.

Os mortos acima relacionados não dão nomes a logradouros públicos, nem seus parentes receberam indenizações mas os responsáveis diretos ou indiretos por suas mortes dão nome à escolas, ruas, estradas e suas famílias receberam vultosas indenizações, pagas com o nosso dinheiro. 

fonte: TERNUMA REGIONAL BRASÍLIA ( ternumabrasilia@terra.com.br)

terça-feira, 7 de julho de 2015

A Grécia ilustra 150 anos de fracasso do socialismo na Europa

por Diversos Autores, segunda-feira, 6 de julho de 2015

A Grécia deu o calote em sua dívida com o Fundo Monetário Internacional, tornando-se assim o primeiro país "desenvolvido" a fazê-lo. 

Após passar os últimos cinco anos sobrevivendo pendurada a empréstimos "de emergência", uma dívida de 1,6 bilhão de euros, cujo prazo expirou à meia-noite de terça-feira, 30 de junho, não foi quitada. Esse foi o maior calote já vivenciado pelo FMI em todos os seus 71 anos de vida

De forma reveladora, o FMI se recusa a rotular o que houve pelo nome correto ("calote"), preferindo recorrer ao eufemismo "em atraso" (o qual, para os não-iniciados, é um termo financeiro complexo e altamente técnico que significa 'calote'). 

Após o calote, a Grécia agora está em companhia de países como Sudão, Zimbábue, Afeganistão, Haiti, Iugoslávia e Somália.

A dor grega já vinha se avolumando há um bom tempo, já que o país começou a depender de empréstimos de emergência há cinco anos. Consequentemente, o calote de agora — embora tenha gerado ondas de choque em todo o mercado financeiro — foi quase que anti-climático. No entanto, as linhas irregulares dos gráficos do mercado financeiro não mostram nada da carnificina que está acontecendo — ou que está por acontecer — na economia real.

Os problemas que a Grécia e o mundo enfrentam hoje são vários e diversos. Para os gregos, a imposição de controle de capitais e de feriados bancários deixou a população sem acesso ao dinheiro de suas contas bancárias. [N. do E.: em uma trágica reedição do Plano Collor e do Corralito argentino]. 

Enormes filas se formam nos caixas eletrônicos dos bancos durante todas as horas do dia, mesmo que os saques permitidos tenham sido limitados a 60 euros por dia. A próxima arma a ser utilizada na guerrilha financeira:confisco de depósitos (mais especificamente, o governo irá utilizar o dinheiro que os cidadãos têm nos bancos para recapitalizar estes bancos, o que significa que o dinheiro será tomado dos cidadãos e entregue aos bancos, sem retorno).

Quando a Grécia recorreu aos financiamentos emergenciais, a Troika (o coletivo pejorativa utilizado para se referir à trinca formada por Comissão Europeia, Banco Central Europeu e FMI) autorizou um pacote de ajuda de€110 bilhões de euros, em troca de promessas vagas e não-quantificadas de "austeridade". Os empréstimos mais recentes foram, na realidade, uma mera reutilização dos juros que a Grécia pagou aos outros países da zona do euro: os juros que a Grécia pagou foram emprestados novamente para o país. 

Mesmo agora, após o calote, há poucas dúvidas no mercado financeiro de que a solução para essa crise da dívida será mais endividamento.

Como os gregos estão aprendendo, o FMI não irá aceitar calotes. Nunca aceitou e nunca aceitará. Dizer que a Grécia está "em atraso" não melhorará as coisas. A mensagem é clara: os gregos pagarão. Embora a Grécia tenha vivido confortavelmente por algum tempo, com um padrão de vida muito acima de suas reais posses, chegou a hora de pagar a fatura.

O fracasso socialista

No entanto, a Grécia não conseguirá pagar suas dívidas. Jamais. Na mesma situação estão vários outros países da União Europeia. É por isso que as elites financeiras europeias estão fazendo de tudo, inclusive jogo semântico, para não classificar oficialmente a Grécia como 'caloteira'. Afinal, se a Grécia revogar sua dívida, por que os outros países da União Europeia (Portugal, Espanha, Itália e até mesmo França) deveriam pagar as suas? 

As consequências financeiras de calotes maciços da maioria dos membros da União Europeia é difícil de prever, mas não serão belas. A Europa, financeiramente, construiu um castelo de cartas, e a mais mínima perda de confiança bastará para desmoroná-lo.

No cerne dessa tragédia europeia está o ideal socialista. A Europa vem flertando com o socialismo desde o final do século XIX. O socialismo bismarckiano, que começou no final daquele século, produziu duas guerras mundiais. O socialismo leninista, até o seu eventual colapso, dizimou e escravizou centenas de milhões de indivíduos. Sem se sentirem afetados, tão logo a Segunda Guerra Mundial terminou, os socialistas europeus embarcaram em um novo sonho socialista. Afinal, se o socialismo havia fracassado em um país, certamente ele funcionaria em outros. E, se ele fracassasse em outros, então certamente ele funcionaria se toda a Europa fosse arregimentada sob uma organização socialista supra-nacional. 

É claro que eles não chamam de "socialismo" o arranjo que surgiu desse sonho, mas é um socialismo ainda assim.

O socialismo jamais irá funcionar, seja em um único país, seja em uma região formada por vários países, como a Europa, ou até mesmo no mundo como um todo. Ludwig von Mises, ainda em 1920, já explicou por que o socialismo não é um sistema econômico alternativo. O socialismo nada mais é do que um programa de consumo. O socialismo nada diz sobre a produção. O socialismo não tem uma teoria sobre a produção econômica. 

Dado que, no socialismo, a produção de cada indivíduo será redistribuída para toda a humanidade, não há incentivo econômico para se produzir nada. Por outro lado, haverá vários incentivos para a coerção, para ameaças de violência e, em última instância, para a escravização completa.

Inversamente, o capitalismo de livre mercado é um sistema econômico voltado para a produção, no qual cada indivíduo é o proprietário dos frutos do seu trabalho e, consequentemente, possui grandes incentivos econômicos para produzir tanto para si próprio e sua família quanto para trocar seus bens excedentes pelos bens excedentes produzidos por terceiros.

Já sob um arranjo socialista, tanto o trabalhador quanto seu supervisor, mesmo sob constantes ameaças de morte, jamais saberiam o que produzir, como produzir, em que quantidade produzir e com que qualidade. Essas direções econômicas são produtos do capitalismo de livre mercado e do sistema de preços, ambos abolidos sob o socialismo.

Sob o capitalismo, o indivíduo se especializa em produzir bens que podem ser livremente trocados pelos bens produzidos por terceiros. Essa é apenas uma maneira de ilustrar a Lei de Say: a produção tem necessariamente de anteceder o consumo, e a própria produção cria uma demanda por outros produtos. 

Por exemplo, um agricultor pode cultivar milho para a sua própria família ou para alimentar seu rebanho, mas ele irá vender a maior parte do seu milho no mercado em troca de dinheiro. E ele utilizará esse dinheiro para satisfazer todas as suas necessidades e desejos. Sua plantação de milho, portanto, representou sua demanda por outros bens e serviços, e o dinheiro foi simplesmente o meio de troca que ele utilizou para satisfazer sua demanda.

Keynes tentou refutar a Lei de Say alegando que a demanda, por si só — criada artificialmente por meio da impressão de dinheiro pelo Banco Central —, iria estimular a produção. Ele tentou, de maneira ilógica e sem êxito, colocar o consumo antes da produção [N. do E.: exatamente como fez o governo brasileiro ao adotar a Nova Matriz Econômica]. Isso gera apenas inflação de preços e endividamento.

Até hoje, Keynes é extremamente popular entre políticos adeptos da gastança, aos quais ele concedeu a teoria intelectual e o imperativo moral de gastar o dinheiro que não têm.

Estamos testemunhando hoje, em tempo real, o resultado de 150 anos de socialismo europeu chegando ao seu estágio final na Grécia. Os cidadãos europeus dos países produtores de riqueza — e que sustentam todo o arranjo da União Europeia por meio de seus impostos — estão começando a perceber que foram, todo esse tempo, espoliados pela UE, que, ao garantir explicitamente não deixaria nenhum governo quebrar, criou um risco moral irreversível: qual governo adotaria uma política fiscal cautelosa sabendo de antemão que, se quebrasse, seria socorrido pelos pagadores de impostos de outros países?

A Grécia simplesmente acreditou piamente nessa garantia, e adotou políticas fiscais expansionistas que levaram o país à falência. Outros países da UE não estão muito atrás. 

Passou de hora de dar uma chance ao capitalismo de livre mercado na Europa: ele funcionou todas as vezes em que foi adotado.

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Autores: 
Patrick Barron, consultor privado da indústria bancária. Leciona na pós-graduação da Universidade de Winsconsin, Madison, na área de sistema bancário, além de ensinar economia austríaca na Universidade de Iowa, onde vive com sua mulher. Já fez diversas apresentações para o Parlamento Europeu.

Ian Daily, graduando em direita pela UCLA, estudou economia e ciência política na Universidade do Sul da Califórnia (USC). É também veterano da Marinha.

Uma dica fundamental para a guerra política: não jogue uma arma carregada para seu inimigo



Um dos assuntos do momento é o protesto de um jovem, Igor Gilly, que xingou Dilma Rousseff na comitiva do PT, nos Estados Unidos.

Muitos não sabem exatamente como se expressar diante disso, ficando sempre naquele meio termo, como se dissessem: “Será que vale a pena criticar o comportamento de alguém de direita? Melhor deixar pra lá”.

Antes, preciso relembrar o texto Ataques violentos X palavras violentas, que escrevi há pouco tempo atrás. Ali eu explicava que contundência, na guerra política, não é você usar os xingamentos mais cabeludos. É o contrário: é usar os rótulos mais bem encaixados, mais doloridos e que realmente diminuem o poder de reação de seu oponente.

Eu defendo que devemos ser realmente contundentes, irmos definitivamente para o ataque… mas isso significa atingir seu oponente onde dói. Isso pode ser medido pelo dano político causado ao adversário.

Em direção oposta, a manifestação de Igor Gilly nem sequer permitiu uma boa capitalização da direita, que, constrangida com os palavrões, não pode nem exibir qualquer tipo de troféu. Ao mesmo passo, os petistas ganharam um presente, e estão capitalizando com gosto.

Esse é o problema de atirar uma arma carregada na direção de seu oponente. Ele pode pegar a arma e atirar de volta… em você. Tudo bem que ele poderia atirar sem qualquer munição fornecida por você. Mas para que ajudar o adversário? Chega a dar pena de assistir como as palavras de Igor Gilly tem sido úteis para os petistas.

Por exemplo, qual a razão política em lançar palavras como “comunista tem mais é que ser morto” ou “assassina”? Ou então “(x) de merda”? Assim como “seus bostas”? A expressão “petistas vagabundos”, embora seja até factível nas redes sociais (se o outro lado estiver usando termos semelhantes) também não pegou bem para aquela ocasião.

Pode-se dizer que o melhor momento veio quando o jovem disse “Você não manda nada aqui”. Este foi um frame forte e contundente. Pena que empalidecido por tantas ofensas excessivas para o momento.

E o que ele poderia dizer? Alguns rótulos:
* fascista
* bolivariano
* defensor de impunidade de menores
* corrupto
* golpista
* apoiador de ditaduras
e daí por diante

Esse tipo de rótulo, aí sim, iria ferir o oponente. Mas xingamentos? Esses, infelizmente, só ajudam o adversário conseguir usar melhor esses rótulos (aí sim os verdadeiros ataques na guerra política) contra você.

A Rede Globo e a engenharia social mais podre do mundo



Sem medo de ser feliz, a emissora da família Marinho resolveu abraçar como nunca o discurso de ódio contra conservadores. No programa do Fantástico deste domingo, 5/7, usaram o tradicional quadro embusteiro onde eles colocam atores contracenando para conseguir alguma reação da plateia.

O truque é essencialmente o seguinte:
1. Um comportamento conservador é escolhido
2. Atores representam a execução deste comportamento conservador, em uma visão exagerada e ridícula
3. Trauseuntes repelem esta atuação conservadora
4. O público é levado a acreditar que todos os conservadores agem exatamente da forma vista em (2)
5. Ao mesmo tempo, o público é induzido a crer que os trauseuntes “cagando regra” em (3) repelem (2)

Nota-se que, para o truque funcionar, todas as posições conservadoras são apresentadas em uma instância da falácia do espantalho.

Sou liberal, e, como tal, defensor do direito de gays estabelecerem união civil e até mesmo adotarem crianças. Pela mesma ética liberal, defendo que os conservadores (e até alguns liberais) possam ter o direito de fazer críticas tanto à união civil de gays como à adoção de crianças.

Há razões para que algumas pessoas heterossexuais critiquem este comportamento homossexual. Por exemplo, crianças são normalmente adotadas por casais heterossexuais, em geral, para preencher um vazio. Na maioria das vezes, isto ocorre porque a mulher não conseguiu ter um filho pelos meios naturais. O homem, por sua vez, quer apenas passar seus genes para a frente, portanto não teria nenhum interesse instintivo por adoção. Isto não é nada mais que a psicologia evolutiva. A adoção de uma criança, por um homem casado, no máximo é uma concessão à sua mulher, pois nenhum gene seu estará sendo transmitido. Decerto tal orquestração psicológica é feita para aumentar o potencial de um casal proteger sua própria prole.

O fato é que achar estranho ver dois gays (homens) adotando uma criança não implica em alguém ser preconceituoso. Ao contrário, é uma reação normal esperada de qualquer pessoa que tenha estudado a psicologia evolutiva e as orquestrações não apenas daquilo que os heterossexuais gostam ou se acostumam a gostar, como também daquilo que tendem a não gostar ou ao menos achar estranho. É claro que alguém possa conhecer psicologia evolutiva e dizer para si próprio: “Sei que acho estranho ver dois homens adotando uma criança, mas, em público, sempre agirei como se isso fosse normal”. Em geral é apenas fingimento.

A Rede Globo não entende assim. Para ela, qualquer pessoa que manifeste uma sensação normalíssima, mas não aderente ao politicamente correto, merece ser objeto de demonização. Uma prova disso é que a maioria dos heterossexuais efetivamente acha estranho ver uma criança ser adotada por dois gays. Porém, praticamente nenhuma dessas pessoas faz escândalo e baixaria, “cagando regra” para cima dos gays que tenham adotado uma criança. Se isto não é comum, por que a emissora fingiu sê-lo?

Eles agiram assim pois sabem que podem praticar instâncias monstruosas de engenharia social e discriminação inaceitável contra a maioria dos heterossexuais, sempre em nome do politicamente correto, que os habilita a tal violência ética. Justiça seria feita se sofressem boicote, pois, neste domingo, todos os heterossexuais que discordam da adoção de crianças por gays, mas jamais praticaram coação psicológica contra quem os adotou, foram vítimas de um preconceito inacreditável e inaceitável. Transformar a discordância conservadora diante da adoção de crianças em gritaria e baixaria é uma desonestidade intelectual tão grande quanto aquela que alguns conservadores praticam ao dizer que o homossexualismo deriva em pedofilia. Entretanto, a Rede Globo está sendo aqui questionada por ter endossado primeiro truque, não o segundo.

Que “ética” é essa que depende de discurso de ódio contra pessoas conservadoras que apenas exercem seu direito de ter uma opinião em relação à adoção de crianças?

Grécia dá golpe em seus credores e a extrema esquerda brasileira comemora. Por que isso não me surpreende?




Que não há mais a menor possibilidade de diálogo com a extrema esquerda não é novidade para ninguém. Mas a cada dia eles conseguem alcançar novos limites de falta de ética, duplo padrão, cinismo e moralidade deformada enquanto defendem suas depravações.

Por exemplo, se alguém, no Brasil, dentro da lei e seguindo todos os parâmetros constitucionais, estuda a hipótese de impeachment (que o próprio PT apoiou em 1990 contra Collor), ou até mesmo sugere a renúncia da presidente, é tachado de “golpista”. Isto, repito, enquanto alguém propõe ações de oposições estritamente democráticas.

Porém, foi só a Grécia apoiar um golpe em seus credores no referendo deste fim de semana que a mesma extrema esquerda brasileira se encheu de júbilo. Segundo, eles, a Grécia “escolheu o seu destino” ao decidir não cumprir seus acordos com os credores, isto é, darem um golpe efetivo.

Evidentemente, estamos diante de mais uma demonstração do quão invertida é a moral dessa gente. Do lado dos tiranos do estado inchado, todo golpe é santificado. Mas qualquer ação dos adversários da tirania, que for executada dentro dos padrões da lei e da democracia, será chamada de golpe. E ainda toleramos tudo isso sem expô-los como o golpismo esculpido e encarnado.

Em tempo: o novo ministro das finanças da Grécia, Euclid Tsakalotos, parece ter sido escolhido por seu nome. Ideal para um governo que santifica o calote e finge que isso não é motivo de vergonha eterna. Que vergonha para o berço da democracia, hoje transformado em um símbolo da tirania demagógica e golpista.